COVID-19 - Centros de Saúde de Vila Verde e Prado concentram profissionais de saúde

Fonte: Câmara Municipal de Vila Verde

A Direcção do Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) Gerês-Cabreira decidiu encerrar todas as extensões de saúde e reorganizar os serviços para disponibilizar recursos humanos e materiais no sentido de fazer face à Covid-19 e reduzir o risco epidemiológico, bem como assegurar a maximização do recurso ao teletrabalho.

A centralização dos recursos levará ao encerramento de todas as extensões no concelho e os profissionais serão concentrados no Centros de Saúde de Vila Verde e de Prado.

Assim informamos a população que partir de hoje, o Centro de Saúde de Vila Verde e o Centro de Saúde de Prado têm em funcionamento os locais de atendimento para casos suspeitos de Covid-19, que se irá processar todos os dias, de segunda a domingo, entre as 08h00 e as 20h00.

O Centro de Saúde de Vila Verde

Concentra os profissionais das Extensões de Saúde UCSP Terra Verde do Polo de Portela do Vade e Pico, a USF Pró-Saúde e a USF Vida +.

Centro de Saúde de Prado

Concentra os profissionais das Extensões de Saúde da USF Sá de Miranda do Pólo de Escariz e da Ribeira do Neiva, a USF Prado e a Unidade de Cervães.

Dado que os serviços estarão abertos todos os dias das 8h00 às 20h00, incluindo sábados e domingos, a atividade dos serviços de atendimento complementar ficam suspensas.

SERVIÇOS MÍNIMOS

Privilegiar o atendimento não presencial

A reorganização dos serviços prevê a centralização de recursos das unidades prestadoras de cuidados do SNS, privilegiando o incremento da realização de atividade assistencial não presencial, nomeadamente para renovação de receituário, atendimento por profissional de saúde por meios de comunicação alternativos e utilização de respostas de TeleSaúde.

Privilegiar a atividade domiciliária

Pretende privilegiar a atividade domiciliária nos serviços mínimos definidos no plano de contingência. Toda a atividade assistencial não realizada deve ser reagendada, para data posterior, a definir logo que possível, respeitando os critérios de antiguidade e de prioridade clínica.

Os serviços mínimos definidos para este plano de contingência são:

-Doença aguda, incluindo domicílio

- Tratamentos inadiáveis

- Doença crónica não controlada

- Contracepção e IVG

- Vacinação

Renovação da medicação crónica, usando ao máximo a receita sem papel. Garantindo a prescrição para os próximos 6 meses e atualização dos contactos dos utentes (correio eletrónico e telemóvel)

Vigilância de Saúde Materna: ter em conta os períodos de avaliação definidos pela DGS (1.ª consulta de gravidez e consultas nos momentos críticos com necessidade de pedidos de MCDT)

Vigilância de Saúde Infantil: consulta do recém-nascido e/ou do primeiro mês de vida, e realização do rastreio metabólico, considerando a hipótese de realização no domicílio. Garantir as consultas chave definidas no PNSIJ que incluem a vacinação; Considerar a hipótese de, em articulação com as entidades prescritoras, diminuir as tomas observadas diárias (TOD).

As medidas tomadas têm como finalidade minimizar o impacto da Covid-19, sobretudo no que respeita à mobilidade na área geográfica de abrangência do ACeS Gerês-Cabreira, que abrange os concelhos de Amares, Terras de Bouro, Vila Verde, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho.

As atividades a desenvolver estão organizadas para a prestação de cuidados, tendo em consideração o nível de alerta atual e visam detetar precocemente casos esporádicos de infeção, implementar medidas de contenção e propagação, reduzir a incidência e gravidade da infeção, bem como da mortalidade associada, minimizando o impacto económico e disfunção social.

RECOMENDAÇÕES DO ACES

A Direção do ACeS Gerês-Cabreira alerta que «é provável que a maioria da população venha a ter sintomas ligeiros que não precisam de cuidados médicos». Se os sintomas forem apenas ligeiros a recomendação é a mesma: isolamento e tratar sintomas. É importante que os serviços de saúde estejam disponíveis para casos graves», sublinha.

«Assim, se tiverem sintomas ligeiros, como tosse, dores de cabeça que cedem ao paracetamol, febre que cede ao paracetamol e que vai espaçando, fiquem em casa. Não contactem com os mais idosos ou pessoas com doenças crónicas. Evitar a ida ao centro de saúde ou à urgência com o intuito de fazerem o teste. É importante privilegiar o contacto com o médico ou enfermeiro, via telemóvel ou e-mail».

«No entanto, se tiverem: falta de ar, febre que não cede ao paracetamol e agravamento do estado geral, liguem para a SNS 24 (808 24 24 24) ou se não tiverem resposta procurem o médico de família, privilegiando o contacto prévio via telemóvel ou e-mail. Nesta situação, procure usar máscara quando se deslocar a algum serviço de saúde».

«Para que os serviços de saúde mantenham a sua capacidade para dar resposta no âmbito da presente contingência, evitem sobrecarregar os serviços de saúde com sintomas gripais ligeiros. Respeitem o isolamento de forma a evitar o contágio».

«A higienização das mãos e cumprir a etiqueta respiratória são igualmente fundamentais para a contenção e evitar o contágio pelo Covid-19. Relativamente à higienização das mãos faça-o sempre depois de contactar com qualquer superfície e nunca leve a mão aos olhos, boca e nariz, sem previamente a lavar com água e sabão ou usar um desinfetante alcoólico».

«As medidas de etiqueta respiratória prevêem duas formas: tossir para o braço ou para um lenço, tapando o nariz e boca. No caso de tossir para o braço, deve evitar contactar diretamente com as mãos na roupa nesse local, no caso de tossir para um lenço, o mesmo deve ser de utilização única e deve higienizar as mãos logo de seguida».