BARRO E CERÂMICA

Pela natureza do solo, a olaria pôde facilmente estabelecer-se em todas as freguesias do antigo concelho, tornando-se em pouco tempo a indústria mais florescente e rendosa da região. A Indústria de Prado era grosseira e limitava-se à fabricação de alguidares, malgas, infusas e vasos para flores. Estes artigos umas vezes apresentavam-se foscos, outras vezes vidrados. As Oficinas eram modestas compreendendo o telheiro, o torno e o forno. Sabe-se que a argila, depois de adquirida, era disposta num eirado de granito e triturada pela pisa dos bois. Depois o barro passava para um tronco de árvore cavado e chamado masseirão. Era aí que se procedia à preparação da pasta, reduzindo os fragmentos primeiro com o mascoto e depois à mão, vertendo-se a água necessária para a obtenção da massa que estava pronta para ser aplicada no fabrico. Era no torno que a uns punhados de massa se dava a forma à louça que, depois de posta a secar ao ar em tabuleiros próprios, era vidrada e ornamentada e em seguida cozida. Além desta louça, fabricava-se também telha e tijolos para a construção. Atualmente existe a indústria “ O Francês “ que fabricam vasos e outros objectos ornamentais, e também a D. Fátima Mendes que pinta à mão vários objectos de adorno.

ARTESANATO EM LINHO

Foram os trabalhos em linho um fator valioso da economia doméstica em Prado. Era com entusiasmo que, nas compridas noites de Inverno, em vários Lares se ouviam canções de folclore local, como que animar ou suavizar o trabalho na roca e no fuso e mais tarde no tear, preparando o linho, com uma técnica primitiva. Era utilizado nos bragais das raparigas, muitos dos quais invejados por donas de casa das cidades. Existiam em Prado duas indústrias de Artesanato que eram: Helena Dantas e Maria Alves.